EM DEFESA DA VIDA E DA SUSTENTABILIDADE DA CONDIÇÃO HUMANA

O Grupo Transcultural de Estudo e Investigação em Educação Estética e Ambiental “Eco-Estética”, consciente da gravidade da crise socioambiental (associada às crescentes desigualdades sociais e à injustiça ambiental) que põe em risco, não só o equilíbrio ecológico da mãe Gaia, como também o patrimônio estético inerente à natureza humana e não humana,



se manifesta




1. Pela preservação e/ou regeneração da flora e da fauna ameaçadas, devido à ação depredadora, gerada por um modo de produção e consumo biocida e eco-destrutivo que promove a exploração sem limites da mãe Terra (Pacha Mamma).


2. Pela preservação e/ou regeneração do patrimônio estético natural e social, ameaçado pela perda da diversidade biológica e a deteriorização das condições materiais de existência de grande parte da humanidade.


3. Pela superação do racionalismo, do utilitarismo e do pragmatismo, assim como do antropocentrismo, do especismo e do racismo que propugnam a superioridade do ser humano.


4. Pela universalização do saber sensível, crítico e criativo que harmonize as dimensões racional e afetiva do ser humano, como fundamento de uma prática educativa de caráter integral.


5. Pela implantação da educação estética nos diferentes níveis do ensino, a fim de formar cidadãos capazes de atuar de acordo com um princípio estético no meio natural e social.


6. Pela inclusão dos conhecimentos estético-filosóficos e humanísticos nos currículos universitários, a fim de graduar profissionais criativos e capazes de orientar-se no complexo mundo dos valores.


7. Pelo desenvolvimento de um modelo de Educação Ambiental que assuma, plenamente, a condição estética do ser humano como referente, para promover relações estético-morais com a natureza não humana e o meio ambiente, em geral.


8. Pela colaboração ampla (sem exclusão por credo religioso, político ou racial), para salvar a Gaia e tornar mais bela a vida.


9. Pela justiça socioambiental, pela paz e solidariedade, como garantia para a preservação da vida no planeta azul.


10. Pela sustentabilidade estética da natureza humana e não humana, e a beleza.


Universidade Federal do Rio Grande, 07 de maio de 2010.


Leia o Manifesto também en espanõl


21/05/2010

“Tu já reparou na altura da vegetação desse banhado?”


“O seu olhar lá fora,
O seu olhar no céu,
O seu olhar demora,
O seu olhar no meu,
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu”.    (Paulo Tatit e Arnaldo Antunes)

“Tu já reparou na altura da vegetação desse banhado?”

Esta foi a pergunta que fez meu companheiro quando fazíamos um desses nossos passeios vespertinos que sempre acabam por se caracterizar como uma “expedição de estudo”. Nesta tarde agradável e ensolarada pedalamos pelo corredor do Bolaxa.

Particularmente, não tinha percebido que o banhado possui uma vegetação peculiar. Aliás, eu não sabia nem no que reparar quando mirava um banhado.

Nesses nossos passeios vou aprendendo a direcionar o meu olhar para ver outras coisas que estão lá para serem percebidas, mas que só “aparecem” quando são apontadas por Outros.

Nesse contexto atribuo ao olhar de um amante atencioso da natureza natural, que se deleita em mostrar maravilhas para Outros, a posição de um sujeito que está sempre, de um modo ou de outro, educando esteticamente.

Um educador do senso estético, nesse sentido, proporciona instantes em que são vistas as belezas presentes nos detalhes que enobrecem a tarde de um casal, ou de grandes amigos, gerando esse sentimento estético proporcionado por um olhar, que nesse caso, melhorou e muito, o meu.

Diana P. S. Freitas, 01 de maio de 2010

2 comentários:

  1. Diana:

    Muito lindo! Tuas palavras encontram eco no coração de todos os que possuem sensibilidade ecoestética e fazem lembrar as do Poeta e Educador Rubem Alves,que diz: "As palavras servem para melhorar os olhos".
    Parabéns pela habilidade em melhorar nossos olhos!
    Ieda Denise

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  2. Di, também gostei muito do texto. Gosto muito de saber que aquele passeio na natureza foi significativo! Obrigado pela parte que me toca...

    Wagner

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