
O seu olhar no céu,
O seu olhar demora,
O seu olhar no meu,
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu”. (Paulo Tatit e Arnaldo Antunes)
Esta foi a pergunta que fez meu companheiro quando fazíamos um desses nossos passeios vespertinos que sempre acabam por se caracterizar como uma “expedição de estudo”. Nesta tarde agradável e ensolarada pedalamos pelo corredor do Bolaxa.
Particularmente, não tinha percebido que o banhado possui uma vegetação peculiar. Aliás, eu não sabia nem no que reparar quando mirava um banhado.
Nesses nossos passeios vou aprendendo a direcionar o meu olhar para ver outras coisas que estão lá para serem percebidas, mas que só “aparecem” quando são apontadas por Outros.
Nesse contexto atribuo ao olhar de um amante atencioso da natureza natural, que se deleita em mostrar maravilhas para Outros, a posição de um sujeito que está sempre, de um modo ou de outro, educando esteticamente.
Um educador do senso estético, nesse sentido, proporciona instantes em que são vistas as belezas presentes nos detalhes que enobrecem a tarde de um casal, ou de grandes amigos, gerando esse sentimento estético proporcionado por um olhar, que nesse caso, melhorou e muito, o meu.
Diana P. S. Freitas, 01 de maio de 2010
Diana:
ResponderExcluirMuito lindo! Tuas palavras encontram eco no coração de todos os que possuem sensibilidade ecoestética e fazem lembrar as do Poeta e Educador Rubem Alves,que diz: "As palavras servem para melhorar os olhos".
Parabéns pela habilidade em melhorar nossos olhos!
Ieda Denise
Di, também gostei muito do texto. Gosto muito de saber que aquele passeio na natureza foi significativo! Obrigado pela parte que me toca...
ResponderExcluirWagner